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Fala, Emerson: servir café especial não requer uma máquina profissional.

By 23 de março de 2017Café como negócio

O café, como a segunda bebida mais consumida do mundo, é um alimento que está presente diariamente na mesa do brasileiro. A cultura de se beber café dentro e fora de casa transformou o Brasil no maior produtor mundial e nos posicionou entre os maiores consumidores do mundo. Considerando o café como produto em foco e a volúpia com que o brasileiro consome essa bebida, é natural que diferentes empresas em diferentes segmentos de mercado abram seus olhos e redirecionem suas estratégias para o mercado interno. Um mercado que chega a consumir 20 milhões de sacas de 60 kg por ano e movimenta mais de 6 bilhões de reais.

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É uma pena, que, por aqui, já há muito tempo, o café vem sendo tratado sem refino, torrado para além de seu ponto e vendido com uma validade que desconsidera as características de um alimento que oxida, que envelhece e que perde com o tempo o seu sabor e as suas potencialidades de promoção de saúde. Esse maltrato incomoda muita gente e vem sendo combatido pelos produtores de cafés especiais e por um grupo de pessoas ávidas por qualidade, que cobram o devido cuidado com um alimento que consomem diariamente.

Na onda do Cafés Especiais, torrados artesanalmente e vendidos em pequenas quantidades, estão sendo desenvolvidas novas técnicas de plantio, de beneficiamento e de rebeneficiamento do produto in natura, além de estudos voltados para a arte da torra e para a alquimia de se servir a bebida. Café é processo e um café maravilhoso é fruto de um processo de excelência. Assim, na cadeia dos cafés especiais surgem novas profissões: o Q Grader, responsável pela qualidade do café especial, o Mestre de Torra, verdadeiro artesão do café e o Barista, alquimista envolto nos seus aparatos cafeinados que transformam um cafezinho num cafezaço.

A reboque de números tão expressivos, surge desde o final da década de 90 a Cafeteria como a conhecemos hoje. Um local de convivência social com espaços estruturados para reuniões rápidas, boa música, wifi liberado, ar condicionado funcionando, cardápio conveniente e, principalmente, um perfume maravilhoso de café…ou seja, um lugar para ver e ser visto, pra curtir e encontrar. As cafeterias deram tão certo que hoje se espalham para além dos grandes centros urbanos, promovendo encontros em cidades de médio e pequeno porte e se espalhando entre lojas de roupas e barbearias.

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Emerson é o Coffee Hunter e Barista da Moccato

Nesses espaços em que elegemos diariamente como sendo nossos também, encontramos, ou pelo menos deveríamos encontrar, um tipo de profissional que se destaca pela beleza na apresentação de seus cafés e drinks. Ele é o Barista, o cara que encanta os habitues e transforma um simples pingado num macchiato irresistível. Café e leite vaporizado mudam o humor das pessoas todo dia, toda hora. Mas quem é esse cara? Uma vez escutei de um Mestre Barista que C A F É é Ciência, Arte, Filosofia e Espiritualidade. Pra muitos isso é um anagrama romântico desprendido da realidade do mercado de commoditties. Pra outros, uma proposta de vida levada a sério. Se normalmente não cruzamos com Q Graders e Mestres de Torra, já não podemos dizer os mesmo dos Barista, uma presença obrigatória nas melhores Cafeterias do país.

Pra nós que trabalhamos com cafés especiais, educar promovendo mais e mais informação é a “bala de prata” que poderá democratizar o consumo de um alimento saboroso, com muitas possibilidades organolépticas , que faz bem à saúde e possui um valor cultural inestimável para o Brasil. Portanto disseminar a cultura do café especial é uma missão pra todos nós e como esse post é dedicado àqueles que pensam em incrementar os seus negócios a partir de um serviço de café. Começamos com alguns questionamentos e algumas dicas sobre uma xícara de café especial:

  • O seu negócio é uma cafeteria?
  • Você precisa de uma máquina profissional?
  • Cabe um barista no seu orçamento?
  • Porque você mesmo não procura um curso básico de barista?
  • Será que existe outro método, além da máquina profissional, capaz de servir um excelente café?

As três primeiras perguntas necessitam de um olhar para o próprio negócio. E uma reflexão é sempre bem vinda. Independente de respostas positivas ou negativas, se você pretende lidar com café sugiro que você procure um curso básico de Barista, pois o conteúdo irá te ajudar a ter uma melhor compreensão desse mundo. Mesmo que você não o prepare, o curso irá te ajudar a selecionar fornecedores e funcionários. Quanto à última pergunta, podemos te adiantar a resposta: existem sim outras opções para se servir um excelente café sem que você tenha que comprar ou alugar uma máquina profissional.

Aqui na Moccato a gente trabalha para democratizar o café nacional de excelência. E esse trabalho inclui também facilitar a vida de quem quer servir café. A partir de hoje nosso blog vai comentar como os proprietários de pequenos, médios e grandes negócios podem servir um excelente café brasileiro com frescor e sem frescura. Nós amamos um bom café e sabemos que ele pode ser muito mais gostoso do somos acostumados. Agora vamos compartilhar esse conhecimento com você, para que o seu público tenha acesso ao melhor café do mundo todos os dias. No próximo post eu vou listar 11 maneiras de servir um café excelente sem utilizar uma máquina profissional. Seja bem vindo ao blog e até sábado!

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