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Por dentro da Moccato: Thiago Motta e a Fazenda Jatobá

By 1 de novembro de 2016Bastidores Moccato

Thiago Motta é o responsável pela Fazenda Jatobá. A propriedade começou sua produção focada no mercado exterior e agora faz a alegria dos amantes de café dentro do Brasil, para onde passou a direcionar a maior parte dos seus grãos especiais. Mas a relação com mundo não foi totalmente extinta: as sementes cultivadas na Fazenda Jatobá viajam por todo o planeta, fertilizando novos campos de café a pedido do consórcio PNUD/ONU-EMBRAPA.

Mas não é só a qualidade que chama a atenção nessa fazenda. Os tucanos coloridos, os frondosos Jatobás e a floresta ao redor do campo evidenciam o que já foi até certificado: a rigorosa Rainforest Alliance Certified atesta a responsabilidade ambiental e social da fazenda onde nasce nosso sabor Centro.

Thiago, por onde alguém pode começar a conhecer mais sobre café?

Eu começaria tirando o açúcar e o adoçante do cafezinho. Isso vai fazer com que você consiga sentir os sabores sutis dessa bebida e até a começar a perceber que ela tem uma doçura natural. Ao tirar o açúcar você provavelmente vai começar a procurar os cafés especiais, que têm mais atenção ao corpo, aroma, acidez, doçura, retrogosto, equilíbrio etc. Outra medida fácil para quem quer começar é passar o café com água filtrada ou mineral, já que o cloro da água de torneira interfere no sabor da bebida.  

O que você tem visto de novidade interessante no universo do café?

Olha, apontar uma coisa legal é difícil porque tem muita coisa boa acontecendo. É muito empolgante ver esse movimento de troca e colaboração entre os produtores de café especial.

É claro que competimos, mas ao mesmo tempo estamos trocando entre nós e com cooperativas, com empresas exportadoras, com baristas e até diretamente com chefs de cozinha. Também me dá muito gosto ver os brasileiros cada vez mais cientes das regiões cafeeiras dentro do Brasil, e com tantos jovens se interessando pelo assunto.

O café está passando por um processo cultural semelhante ao da cerveja e do vinho.  O que fazer para que o café não caia no caso dos enochatos?

Eu acho que o desafio é passar para o consumidor uma visão panorâmica de todo o processo sem se perca o prazer de produzir um bom café. O trabalho é complexo e começa muito antes de qualquer discussão sobre a torra, já na seleção das sementes e nos cuidados específicos de cultivo, terreiro e colheita daquele café. Acho que se abordarmos mais as questões sociais, das pessoas envolvidas na produção, conseguiremos manter em vista que um bom café é complexo sim, mas sem perder a ternura.   

E como foi que você foi parar nos cafés especiais?

Minha família sempre foi ligada à natureza, aos animais, ao paisagismo, ao plantio de jardins. E foi nesse cenário abençoado que eu cresci. Estudei em Brasília, onde me formei em engenharia agronômica, e acompanhei desde o início a implantação da Fazenda Jatobá. Meus pais sempre tiveram o cuidado de transmitir uma visão empreendedora em relação à terra, marcada pela permanente introdução de inovações tecnológicas e pela busca de resultados econômicos, mas em harmonia com a preservação do meio ambiente.

Como nossa propriedade era considerada pequena, entendemos que a falta de escala poderia ser compensada com especialização no cultivo e excelência na produção. Daí optamos por buscar inovação, orientando a produção por uma ligação íntima com a pesquisa, o que acabou nos rendendo até o título pioneiro de Campo de Produção de Sementes. Hoje nossas sementes são levadas para Ásia, Europa e EUA como referência de excelência para cafés especiais. Esse trabalho também está rendendo frutos aqui no Brasil, com cada vez mais baristas e chefs renomados buscando parcerias com a gente.

 

Thiago Motta e a Fazenda Jatobá

Thiago Mota no cafezal da Fazenda Jatobá

 

Qual o seu maior orgulho?

Sem dúvidas são os prêmios que estamos ganhando dentro e fora do Brasil. É esse reconhecimento da qualidade pelas mais conceituadas grifes nacionais e internacionais. E também tem as premiações que vimos conquistando em concursos de cafés especiais. Me enche de orgulho ter conquistado todo esse reconhecimento mesmo com fazenda considerada pequena para os padrões da cafeicultura. Acho que isso inspira outras pessoas a fazerem um trabalho inovador.

Por tudo isso, a Fazenda Jatobá é hoje um modelo, um jardim com as melhores variedades de cafés já produzidos pelos pesquisadores. Cada cultivar é separado em talhões delimitados com placas de identificação onde se registra a variedade, os tratos culturais aplicados e os manejos pré e pós-colheita. Daí são selecionados lotes e micro-lotes voltados exclusivamente para a produção de bebidas finas, distintas e de alta qualidade.

Thiago Motta espera a sua visita em Patrocínio, Minas Gerais. A fazenda ainda não possui alojamento para visitantes, mas ele está disponível para conversar sobre as inovações praticadas ali. O café é para acompanhar a prosa é por conta da casa. Você pode entrar em contato pelo site da própria Fazenda Jatobá.

 

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Fazenda Jatobá: Certificada pela Rain Forest Aliance
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