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Café torrado? Entenda os 50 tons diferentes de torra do café

By 4 de agosto de 2017Café de origem única

Torrado e moído. Isso é tudo o que grandes marcas de café dizem. Em sua primeira edição, a série Especialistas Moccato mostrou que não existe apenas “moído”: a moagem vai desde a grossa como areia até a fina como talco. Com a torra do café é a mesma coisa: existem vários pontos de torra possíveis, só depende de até onde você quer ir.

Falamos basicamente em torra clara, torra média e torra escura. Essas são três grandes classificações, mas na prática é como a torrada do seu café da manhã: existem dezenas de pontos de possíveis. Mas, afinal, faz diferença?

bp-50-tons-de-torra-escalaSim, faz diferença. Aliás, faz bastante diferença. O grão de café vai se transformando no seu sabor e na sua textura conforme o tempo e a temperatura dentro do torrador, que funciona como um forno. O torrador até fica remexendo os grãos, como se fosse numa panela. A torra é um processo culinário.

E como acontece na cozinha da sua casa, quando você esquenta o açúcar, você faz caramelo. Entre outras transformações, essa é muito importante na hora de torrar o café especial. Aliás, o café especial é menos amargo justamente porque é feito a partir dos frutos mais maduros, que são mais doce. Só que nessa história de aquecer açúcar para fazer caramelo temos um perigo: caramelo queima fácil. Qualquer um que já tentou fazer pudim de leite sabe disso!

Esse é o principal motivo para o café comum ser tão amargo: a torra muito escura destrói as características mais sutis de sabor e tudo o que sobra é gosto de queimado. Infelizmente, nos ensinaram a associar o sabor amargo a alta concentração de cafeína, ou seja, ao verdadeiro sabor do café. Mas não tem nada disso: embora a cafeína de fato tenha um sabor amargo, o sabor “intenso” de café que você provou é fruto da torra escura.

Mas vamos falar de coisa boa: tekpix vamos falar do Atilla.3-body-moccato-news-agostoClique na imagem para ver maior

Esse é Atilla, o parceiro do Emerson, o nosso mestre de torra. Ele usa alta tecnologia para permitir uma torra artesanal, sob o controle da nossa sensibilidade. O ponto da torra poderia ser determinado apenas pela programação de tempo e temperatura, mas aqui na Moccato a gente usa a cor e o aroma para determinar o momento exato de parar. O aroma que o grão desprende durante a torra é uma coisa bem doida: começa parecendo com pão, vira caramelo e termina com o cheirinho inconfundível de café fresco.

Ficou curioso?

Funciona basicamente assim: o torrador aquece e agita os grãos de café especial, que lentamente vão se transformando. Quando os grãos dão seus primeiros estalos (chamados de pops), nosso mestre de torra acompanha a evolução em silêncio. De olho no visor e com atenção máxima aos nuances do perfume que toma conta da fábrica, ele sente qual a melhor hora de encerrar o processo, transformando aquele café especial num Moccato.

Para proporcionar uma experiência diferente e digna dos grãos que os nossos parceiros cultivam com tanto carinho, aqui na Moccato todos os sabores são feitos com um perfil de torra médio. Mas, como toda regra tem exceção, podemos dizer que andamos brincando com os limites da torra e está vindo coisa boa por aí. Em breve a gente conta mais detalhes.

Ah! Tem um post excelente do Emerson contando os detalhes do processo de torra. Se curtiu o assunto, clica aqui!

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